Dani Laudino é assistente social, especialista em gestão social com mais de uma década de experiência no Terceiro Setor e escreve semanalmente para a coluna Causando Por Aí do Um Social.

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Toda a ajuda é bem vinda: desafios do trabalho em rede

Como está a execução dos seus planos e projetos? Está conseguindo executar o que havia planejado para a sua organização? E por meio dos parceiros tem realizado muitos trabalhos em rede? 

Hoje, vamos falar da atuação em rede? Que nada mais é do que o trabalho conjunto das entidades em um projeto específico, objetivando também a potencialização dos resultados. Mas se faz necessário usar ferramentas de gestão para gerir melhor projetos e para ganhar mais eficiência. 

Na coluna desta quarta (5), abordaremos mais sobre trabalho em rede, como identificar se uma parceria será positiva para as atividades da sua Organizações da Sociedade Civil (OSC) ou quando saber a hora de encerrar uma parceria por não estar desempenhando bem o papel de somar positivamente a sua OSC.

As parcerias entre o Estado e as Organizações da Sociedade Civil qualificam as políticas públicas. Ratificando que as Organizações da Sociedade Civil são entidades privadas sem fins lucrativos que desenvolvem ações de interesse público e não têm o lucro como objetivo. Essas organizações atuam na promoção de direitos e de atividades nas áreas de saúde, educação, cultura, ciência e tecnologia, desenvolvimento agrário, assistência social e moradia, entre outras.

Vamos iniciar também alinhando o conceito do que venha a ser um projeto. Segundo Santos (2003) as fases de um projeto social são: elaboração, execução, avaliação e encerramento.

E segundo o PMBOK (Project Management Body Of Knowledge) um projeto é definido como “um esforço temporário empreendido na criação de um produto, serviço ou resultado único”. E esse projeto passará por quatro fases do ciclo da vida do projeto de início e fim, a divisão da gestão do projeto se dá na iniciação, organização e preparação, implementação e execução, e encerramento.

Para a implantação de um projeto que visa o desenvolvimento da comunidade faz se necessário adotar ferramentas de gestão que te dê condições de avaliar a parceria.

Monitoramento e Avaliação

Por isso, o Marco Regulatório propõe a criação, nos órgãos públicos, de uma Comissão de Monitoramento e Avaliação, que seja responsável por formular procedimentos de acompanhamento das parcerias, sugerir uniformização de entendimentos e identificar boas práticas, entre outras atividades de apoio.

Para quem não se lembra, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil é uma agenda que interessa às organizações, aos gestores públicos e à sociedade como um todo.

Case OSC’s 

Uma OSC’S recebe uma proposta de um potencial parceiro para a realização de um projeto específico com início, meio e fim, mas que exige uma dinâmica complexa de execução e prestação de contas do projeto em questão. Sabendo que é uma OSC’s pequena e não tem funcionários suficientes para essa empreitada, como saber avaliar se essa potencial parceria poderá ser positiva para a organização?

É importante se atentar que para um projeto de desenvolvimento da comunidade ser bem-sucedido se faz necessário que parcerias sejam efetivadas entre governo, empresas e organização da sociedade civil. Cada um deles tem papéis, responsabilidades e competências diferentes que, quando combinados, podem contribuir significativamente e de forma duradoura para o desenvolvimento da comunidade.

A ferramenta de avaliação de parcerias pode ser usada logo durante a fase de elaboração do projeto, permitindo avaliar os potenciais parceiros, a sua adequação, áreas de interesse mútuo e a sustentabilidade do seu interesse.

Vamos compartilhar alguns passos que poderão te auxiliar nessa avaliação de parcerias:

  • PASSO 1 – decidir sempre analisar o potencial das parcerias;
  • PASSO 2 – Desenvolver uma lista de potenciais parceiros que possam somar em suas atividades que visam o desenvolvimento da comunidade, identificando áreas fortes e interesses no desenvolvimento da comunidade;
  • PASSO 3 – Listar os potenciais parceiros e o que oferecem como benefícios e que tenham a maior probabilidade de cumprir;
  • PASSO 4 – Considerar a motivação da sua OSC’S para a parceria;
  • PASSO 5 – Com sua nova lista de parceiros potenciais, realize uma análise para cada parceria com os prós e os contras.

Desenvolvimento Comunitário

Para melhor potencializar as atividades das OSC’s que visam o desenvolvimento da comunidade é importante adotar uma gestão com o uso de ferramentas práticas para apoiar os projetos em todas as etapas do processo.

Podemos enfatizar que o desenvolvimento comunitário é o processo de aumentar a força e a eficácia das comunidades, melhorando a qualidade de vida das pessoas e permitindo que as pessoas participem da tomada de decisões para obter maior controle de longo prazo sobre suas vidas.

E a OSC pode desempenhar um papel central no desenvolvimento da comunidade, atuando como uma influência para mudanças positivas em áreas que de outra forma podem ter pouca ou nenhuma oportunidade de desenvolvimento econômico e social.

Assim, trabalhar em parceria é fundamental para o desenvolvimento sustentável da comunidade, e adotar ferramentas de gestão que visam apoiar as OSC’s que trabalham juntas em torno de uma região, incluindo empresas, agências governamentais, organizações comunitárias, entre outros.

Só lembrando que a aplicação das ferramentas de gestão nos projetos da OSC contribuem para a construção de relacionamentos com as comunidades, o planejamento dos recursos necessários, a avaliação dos riscos e impactos potenciais, a gestão de riscos e a potencialização de oportunidades e o monitoramento e avaliação das atividades de desenvolvimento comunitário.

Como você decide firmar uma parceria para algum projeto da sua OSC e avalia as contribuições que poderá trazer para as suas ações? Me conte nos comentários.

 

 

Fique por dentro!


 

Workshop

Nos dias 22 e 23 de outubro, a Vitória Down promove o workshop A Inclusão das Inteligências: saindo de um aquário para um mar de possibilidades.

O curso foi criado a partir da parceria entre a associação Vitória Down e o Projeto Conviver Inclusão de São Paulo, com o objetivo de prover informações e estratégias práticas para estudantes, profissionais da educação, terapeutas e pais ou responsáveis de pessoas com deficiência para criar um ambiente mais propício para a prática da Educação Inclusiva, abrindo a mente das pessoas para um mar de possibilidades. Clique aqui e saiba mais.


 

Motivos para comemorar!

Neste mês de outubro, a Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo completa 30 anos de existência e colaboração na luta das pessoas com deficiência.

Com foco na defesa e garantia de direitos, mais cidadania, auxílio e capacitação das Apaes, a Federação é um importante órgão para o crescimento da causa no Espírito Santo. Parabéns, APAE ES!

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