Formação de instituto registra mais de 4,4 mil participações de educadores em 2026

O Instituto Ayrton Senna contabilizou mais de 4,4 mil participações em cursos de formação de educadores até agosto de 2026. As atividades fazem parte do Plano Anual Instituto Ayrton Senna, realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e abordam temas como alfabetização, recomposição das aprendizagens, gestão escolar, educação integral e desenvolvimento de competências socioemocionais.

O trabalho ganha destaque neste 15 de outubro, Dia dos Professores, data que chama a atenção para a importância da formação continuada no aprimoramento das práticas pedagógicas. Segundo a Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (TALIS 2024), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 90% dos professores brasileiros dos anos finais do Ensino Fundamental que participaram de atividades de desenvolvimento profissional relataram impactos positivos na própria prática docente.

Do total de participações registradas pelo projeto até agosto, 3.447 ocorreram em formações presenciais e 1.032 em cursos virtuais disponibilizados na plataforma Humane. Os conteúdos contemplam desafios enfrentados diariamente nas escolas, incluindo estratégias de leitura e escrita, acompanhamento dos indicadores de aprendizagem, organização da rotina pedagógica e apoio a estudantes com dificuldades.

A experiência tem levado profissionais da educação a rever procedimentos e buscar novas formas de organizar o trabalho em sala de aula. É o caso de Cristiane Bispo, orientadora pedagógica de uma escola da rede pública de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. “O programa fez a gente refletir: e se a gente começar a mudar a nossa prática? Se a gente começar a colocar rotina na sala de aula, para dar previsibilidade para o aluno, vamos tentar?”, relata.

Além dos cursos, o plano prevê acompanhamento das equipes durante a implementação dos programas educacionais nas redes de ensino. Até agosto, foram contabilizadas 479 participações em oficinas presenciais e 81 em atividades virtuais. As ações foram realizadas em Maceió, Manaus, Natal, Nova Iguaçu, no Rio Grande do Sul e em São Luís.

Em Nova Iguaçu, o trabalho também contribui para estruturar o planejamento e o acompanhamento das políticas educacionais municipais. Uma das iniciativas desenvolvidas é o Circuito 360, programa que auxilia as secretarias de Educação na gestão de políticas voltadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental, com foco na educação integral.

“A gente tem rotina, formação, a gente tem direcionamento, a gente tem dados e, principalmente, um processo educacional mais estruturado e direcionado para cada particularidade e especificidade da nossa rede”, afirma Virgínia Rocha, secretária municipal de Educação de Nova Iguaçu.

No Rio Grande do Sul, as formações reuniram educadores dos programas Se Liga, Acelera Brasil, Fórmula da Vitória, Diálogos Socioemocionais e Circuito 360. Os encontros abordaram alfabetização, recomposição das aprendizagens e desenvolvimento integral, além de acompanhar o trabalho realizado em 18 escolas durante o primeiro ciclo de oficinas presenciais.

Para Sherol dos Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS), a formação também precisa preparar os profissionais para reconhecer as particularidades dos estudantes e promover condições de aprendizagem para todos.

“A aprendizagem não se faz apenas com conhecimento científico. A gente poder instrumentalizar a rede e apoiar o professor para que ele entenda esse estudante como um todo, garantindo educação integral e equidade, ou seja, a gente tem que entender as necessidades de cada um desses estudantes para que todos e todas tenham seu direito a aprendizagem garantido”, afirma.

Inês Kisil Miskalo, diretora de Educação do Instituto Ayrton Senna, destaca que a formação continuada precisa estar relacionada às situações vivenciadas pelos professores e às necessidades identificadas nas escolas.

“A formação continuada precisa dialogar com os desafios que o professor encontra todos os dias. É um espaço para olhar para os dados, identificar necessidade coletivas e individuais para entender o tipo de atenção que os estudantes precisam, e pensar em estratégias que possam ser colocadas em prática na sala de aula”, afirma.

O Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026 é apresentado pelo Ministério da Cultura e viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura. O projeto conta com patrocínio do Instituto Ultra, Ipiranga, BASF, Instituto Valgroup, Ecolab, Instituto XP, Instituto Renault, Alelo, BRP, Banco Safra, Banco Daycoval e Galzerano, com realização do Instituto Ayrton Senna e do Ministério da Cultura.

 

 

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