As Salas Marias foram idealizadas pela Gerência de Proteção à Mulher (GPM) da Sesp e têm como objetivo oferecer um ambiente mais acolhedor, seguro e humanizado para mulheres em situação de violência, protegidas pela Lei Maria da Penha. O espaço também pode receber os filhos das vítimas, em casos em que o atendimento conjunto é necessário.
De janeiro a maio de 2025, o Espírito Santo registrou 10.768 ocorrências de violência doméstica ou familiar, segundo o Observatório de Segurança Pública da Sesp. Desse total, 5.397 casos foram diretamente enquadrados na Lei Maria da Penha, além de 2.481 ameaças e 1.181 casos de descumprimento de medidas protetivas.
“A expansão demonstra que as Salas Marias funcionam como equipamento de acolhimento e proteção. Nosso objetivo é minimizar o sofrimento de mulheres, crianças e adolescentes que chegam fragilizados à unidade policial”, afirma o secretário de Segurança Pública, Leonardo Damasceno.
Parceria entre setores fortalece políticas públicas
A ação é resultado de uma articulação da Sesp com o apoio do movimento empresarial ES em Ação e o patrocínio da Vale, mantenedora da organização. O diretor de Gestão Pública do ES em Ação, Fernando Saliba, reforça o compromisso com a causa.
“A violência contra a mulher é uma prioridade. O Estado tem avançado, mas ainda há muito a ser feito. Essa parceria representa um passo importante para fortalecer a rede de proteção.”
Para a gerente de Relações Institucionais da Vale, Vanessa Tavares, a iniciativa reflete o papel social da empresa.
“A Vale está honrada em contribuir com esse projeto, estruturando espaços adequados e humanizados para o acolhimento das vítimas.”
Rede municipal também será acionada
A delegada Michele Meira, gerente de Proteção à Mulher da Sesp, explica que o trabalho das Salas Marias está integrado à rede municipal de assistência social, como CRAS e CREAS, que são informados sobre os casos e podem realizar busca ativa para prestar apoio às vítimas.
“Além da escuta qualificada, as Salas Marias nos permitem ampliar o diálogo com os municípios e contribuir com dados e informações que ajudam na formulação de estratégias de prevenção e enfrentamento da violência de gênero”, pontua a delegada.