O avanço da inteligência artificial tem redesenhado o mercado de trabalho e exigido dos jovens novas competências. Mais do que um diploma tradicional, o diferencial para conquistar o primeiro emprego está nas habilidades digitais e na capacidade de adaptação.
De acordo com pesquisa da Generation Brasil, 84% dos jovens que concluíram cursos profissionalizantes estão empregados com carteira assinada. O levantamento também aponta que 85% permanecem no mesmo emprego após três anos, o que evidencia a força da formação técnica como caminho sólido para o mercado formal.
Para Eduardo Moura, diretor executivo da Pulse Mais, esses números comprovam o impacto da educação tecnológica e profissional como instrumento de transformação social.
“A tecnologia é o grande motor de inclusão produtiva no país, e quando o jovem aprende a pensamento computacional, lógica e ferramentas digitais, além de resolver problemas e trabalhar em equipe, ele tem maiores chances de se tornar protagonista da própria história”, afirma Moura.
Os dados mostram ainda que 6% desses jovens atuam em contratos temporários ou comissionados, 4% em estágios remunerados e 3% como autônomos ou freelancers. A pesquisa também revela que 80% das vagas CLT abertas até setembro foram preenchidas por profissionais de até 24 anos, e que 57,4% dos empregos industriais com carteira assinada pertencem a essa faixa etária.
Com três anos de atuação, a Pulse Mais é uma organização sem fins lucrativos dedicada a impulsionar carreiras de jovens talentos, aproximando-os do primeiro emprego e do ensino superior em tecnologia. A instituição já impactou mais de 940 jovens, com mais de 110 formados em programas que combinam aulas interativas, mentorias personalizadas com executivos e bolsas universitárias integrais.
Para Moura, o impacto do trabalho vai além da geração de emprego.
“Quando um jovem de baixa renda conquista seu primeiro emprego no setor de tecnologia, precisamos promover um ecossistema de desenvolvimento contínuo e uma rede de apoio para que ele possa mudar a própria vida e a da sua família no médio-longo prazo. Nosso papel é abrir portas reais e construir pontes sólidas entre o aprendizado e o mercado de trabalho”, explica.
Além da formação técnica, a Pulse Mais também investe no desenvolvimento de competências socioemocionais, como comunicação, autoconfiança e resolução de problemas.
“Formar para o mercado é importante, mas formar para a vida é essencial. Queremos que o jovem saia daqui com propósito, autoestima e consciência de que ele pode chegar aonde quiser”, conclui Moura.