Festival oferece oficinas gratuitas e celebra a força da percussão no Espírito Santo
O Festival Batidas do Mundo abriu inscrições gratuitas para oficinas de percussão que integram a programação de sua primeira edição. Ao longo do mês de janeiro, o evento vai reunir artistas locais e nacionais em apresentações musicais, ações formativas e intercâmbio cultural, passando por Vitória, Serra e Cachoeiro de Itapemirim.
Com foco na percussão como elemento central da música e linguagem que conecta diferentes culturas, o festival propõe uma imersão na diversidade e na ancestralidade presentes nos ritmos que atravessam povos e territórios. As inscrições para as oficinas estão abertas e podem ser realizadas gratuitamente por meio do link disponível no perfil oficial do festival no Instagram, @batidasdomundo.
O Festival Batidas do Mundo é realizado pela Caju Produções e viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura Capixaba do Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura. O projeto conta com patrocínio do Grupo Águia Branca e da Decolores, além do apoio cultural da VAM Instrumentos Musicais.
A programação formativa começa com a Oficina de Pandeiro, ministrada pelo músico e percussionista Edu Szajnbrum, nos dias 14 e 15 de janeiro, no Auditório Rochativa, em Cachoeiro de Itapemirim. Referência nacional na percussão, Szajnbrum iniciou sua trajetória profissional em 1984 e já atuou em shows e gravações com nomes como Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, José Miguel Wisnik, Danilo Caymmi, Lenine e Verônica Sabino.
Com 30 vagas disponíveis, a oficina é aberta à comunidade e voltada tanto para iniciantes quanto para pessoas com experiência no instrumento. Durante a atividade, os participantes irão explorar as possibilidades sonoras do pandeiro, aprendendo técnicas básicas e intermediárias a partir de ritmos brasileiros como samba, choro e baião.
“Também iremos desenvolver coordenação, levadas rítmicas e variações por meio da prática em grupo, explorando escuta, tempo e musicalidade coletiva”, adianta Szajnbrum.
Nos dias 20, 21 e 22 de janeiro, o festival segue com a Oficina de Instrumentarte, no Centro Cultural Eliziário Rangel, no município da Serra. A atividade será coordenada por Mestre Léo, da Banda de Congo de Carapebus, e pelo mestre luthier Wander Sagrilo. Com 20 vagas, a oficina vai apresentar instrumentos tradicionais das Bandas de Congo, como bumbo, cuíca, casaca, chocalho, apito, caixa e tambor.
Idealizado por Wander Sagrilo, o projeto Instrumentarte surgiu em 2006 com o propósito de valorizar e difundir a identidade do congo capixaba. “A oficina será um espaço de vivência cultural, aprendizado e troca, propondo um mergulho nos ritmos, cantos e tradições do congo, expressão fundamental da cultura popular brasileira”, explica Sagrilo.