O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebe no dia 31 de outubro a 8ª edição do Festival CriaBrasil, evento dedicado à economia criativa, ao empreendedorismo e à transformação social. A iniciativa é realizada pela Criape, com co-realização da Brada e incentivo da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do ISS. A programação inclui palestras, workshops, oportunidades de negócios e uma competição de projetos com premiações de até R$ 10 mil.
Considerado o maior evento de Economia Criativa do Brasil, o festival reúne profissionais, empreendedores e iniciativas que buscam desenvolver soluções com impacto positivo. A programação está organizada em quatro trilhas temáticas: Vibração, voltada à economia criativa; Impulso, dedicada a esporte e performance; Regenera, com foco em sustentabilidade; e Conexão, que aborda diversidade, equidade, inovação social, impacto nas periferias e redes de apoio.
Um dos destaques é a Maratona de Impacto, que receberá inscrições de projetos interessados em concorrer a prêmios de R$ 10 mil, R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, destinados aos primeiros colocados e à categoria de ideação. Na etapa de seleção, serão escolhidos três projetos de cada trilha, além das propostas inscritas em ideação. Os finalistas apresentarão suas ideias em pitches durante o evento, quando serão definidos os vencedores. Para concorrer às principais premiações, é necessário ter uma startup ou projeto com CNPJ ativo. Iniciativas em fase inicial, registradas apenas no CPF, podem participar da categoria de ideação.
O festival é uma oportunidade muito rica de conexão e troca de experiências. Além de promover networking, o evento dá espaço para que boas ideias sejam reconhecidas e, mais do que isso, saiam do papel e ganhem a oportunidade de se transformar em projetos reais, ” afirma Vanessa Pires, CEO da Brada.
A agenda também prevê conteúdos sobre captação de recursos, leis de incentivo fiscal, fomento, sustentabilidade, posicionamento e inovação. Os participantes terão acesso a experiências de capacitação e oportunidades para ampliar conexões profissionais e conhecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento de negócios e projetos socioambientais.
A edição deste ano marcará ainda o lançamento da Comunidade Brada, plataforma que reunirá soluções para empreendedores sociais e iniciativas de impacto positivo. A proposta é ampliar as possibilidades de conexão entre os participantes por meio de uma rede social própria, integrada ao festival, à plataforma de match e ao AprovAÍ.
Outra novidade é o Primeira Fila, primeiro produto da Comunidade Brada. A ferramenta funcionará como um marketplace para aproximar espaços culturais e produtores de eventos, facilitando a busca por locais adequados a diferentes projetos. A plataforma pretende organizar as opções disponíveis por meio de curadoria e filtros, tornando mais simples a conexão entre quem oferece espaços e quem precisa deles para realizar eventos.
Ao longo das sete edições anteriores, o CriaBrasil contabilizou mais de 150 palestras, alcançou mais de 25 mil participantes e reuniu 2.800 startups. Para este ano, a expectativa é receber três mil pessoas, 600 startups e promover 30 palestras distribuídas entre as quatro trilhas temáticas. Entre os convidados confirmados estão Bia Pantaleão, diretora executiva da Fundação Gol de Letra, organização que atua com educação integral por meio do esporte, da cultura e da empregabilidade, e Jonas Letieri, surfista conhecido por competir sem as duas mãos.
“O CriaBrasil já está há sete edições fazendo a diferença. Seja para levar cultura, esportes e até mesmo acesso, queremos ser um verdadeiro braço estratégico e de capacitação para que esses projetos ganhem o Brasil,” completa Vanessa.
O festival conta com patrocínio de Smart Café, Green Hat, Simpar, FXX, Global Park, Vigban, MyCloud, Clavis, DIFFUCAP e Guia da Bolsa, além do apoio de Syscapital Artrodiff Plus, B2Mamy, Cariocas Startups, Celint, Maré e ABC³. Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 100. Segundo a organização, toda a arrecadação será destinada ao financiamento da economia criativa, à aceleração de startups e ao desenvolvimento de projetos de impacto socioambiental positivo, com atenção especial à potência artística, cultural e empreendedora das periferias e favelas brasileiras.