A Federação das Apaes do Espírito Santo (Feapaes-ES), em parceria com o Instituto Américo Buaiz, lançou o terceiro episódio da nova temporada do podcast Voz da Inclusão, trazendo para a discussão um tema que vem ganhando cada vez mais atenção: o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e as diferentes perspectivas que envolvem o diagnóstico, o acolhimento e o desenvolvimento das pessoas autistas. O conteúdo já pode ser acessado no canal oficial da entidade no YouTube.
Com o tema “Múltiplas dimensões do autismo: diagnóstico tardio, escuta e outros olhares”, o episódio conta com a participação do fonoaudiólogo e especialista em neuropsicologia Rômulo Porto, que compartilha experiências e reflexões sobre o autismo a partir de uma abordagem que vai além da teoria.
Durante a conversa, o especialista explica que o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta, principalmente, aspectos ligados à comunicação, à linguagem e à interação social, áreas fundamentais para a construção das relações e do desenvolvimento humano.
O episódio também chama a atenção para a importância de observar os marcos do desenvolvimento infantil, o que pode contribuir para a identificação precoce de sinais de alerta. Entre os pontos abordados, estão os indícios que podem indicar a necessidade de avaliação especializada, o papel da fonoaudiologia nesse processo e os benefícios da intervenção ainda nos primeiros anos de vida.
Segundo Rômulo Porto, a atenção aos primeiros sinais pode fazer diferença significativa no desenvolvimento da criança. “Quando falamos em estimulação precoce, três anos já é muito tarde. É preciso olhar com atenção desde os primeiros meses de vida.”
Outro aspecto discutido no programa é o chamado mascaramento no autismo, comportamento em que a pessoa tenta ocultar características para se adaptar socialmente, o que pode dificultar a identificação do transtorno e impactar sua trajetória ao longo da vida.
Ao trazer o tema para o centro do debate, o podcast amplia a discussão sobre autismo e reforça a importância da escuta qualificada, do olhar atento e da informação como ferramentas fundamentais para o cuidado, a inclusão e o acesso ao diagnóstico.