A Fundação Banco do Brasil anunciou um novo investimento social voltado à saúde na região amazônica. Com aporte de aproximadamente R$ 10 milhões, o projeto “Saúde – Garantia de saúde de qualidade e tempestividade no atendimento às comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais do Pará”, que foi contemplado, tem o objetivo de fortalecer o atendimento primário e ampliar o acesso a serviços de saúde em áreas de difícil alcance.
A iniciativa será implementada em parceria com organizações locais e prevê a estruturação de 24 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em comunidades da bacia do Rio Tapajós e da Ilha do Marajó. O projeto beneficiará diretamente 6.750 pessoas, com foco em mulheres, indígenas, ribeirinhos, crianças e idosos, em consonância com as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA).
Das 24 unidades previstas, 12 estarão localizadas em Santarém, incluindo uma Unidade de Saúde da Família Fluvial no Rio Arapiuns; cinco em Jacareacanga e uma em Itaituba, nas regiões do Alto e Médio Tapajós; além de seis na Ilha de Marajó, distribuídas entre Salvaterra e Curralinho. Cada unidade funcionará como um polo regional, com equipes fixas de profissionais e atendimento contínuo.
“Esses espaços não serão apenas locais de atendimento e tratamento, mas também de acolhimento, capacitação, troca de saberes e reaplicação de tecnologias sociais apropriadas ao contexto amazônico”, afirmou Kleytton Morais, presidente da Fundação BB, durante a cerimônia de abertura.
Nos últimos dez anos, a Fundação Banco do Brasil apoiou 46 projetos no Pará, somando R$ 61 milhões em investimentos e alcançando mais de 550 mil pessoas em 157 municípios. A nova ação reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a valorização dos saberes tradicionais.
Reconhecimento e inovação social
A instituição também anunciou a abertura das inscrições para a 13ª edição do Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social, iniciativa que reconhece soluções coletivas e inovadoras com impacto social e ambiental. As inscrições podem ser feitas até 1º de dezembro de 2025, pela Plataforma de Tecnologias Sociais.
Criado em 2001, o Prêmio já certificou mais de 700 tecnologias sociais, muitas delas disponíveis na plataforma Transforma, e mobilizou mais de R$ 1 bilhão em investimentos voltados à reaplicação de práticas sustentáveis em todo o país.
A nova edição dará destaque a iniciativas que promovam igualdade racial, equidade de gênero e inclusão de povos e comunidades tradicionais. A programação inclui ainda a Semana Nacional de Tecnologia Social, prevista para maio de 2026, em Brasília, com apoio de organismos internacionais como UNESCO, FAO e PNUD.