O acesso à água tratada ainda é um desafio significativo nas áreas rurais brasileiras. Dados recentes do governo federal, com base na PNAD Contínua 2024/2025 do IBGE, indicam que apenas cerca de 31,7% dos domicílios rurais contam com abastecimento por rede de água. A dispersão geográfica das comunidades é um dos principais fatores que dificultam a oferta regular e segura do recurso.
Nesse contexto, a atuação da Suzano tem contribuído para ampliar o acesso à água em regiões onde mantém operações. No Norte do Espírito Santo, a empresa vem promovendo intervenções que incluem a proteção de nascentes, perfuração de poços artesianos e implantação de novos pontos de captação.
Um dos exemplos está na comunidade quilombola Santa Luzia, em Montanha, onde foi entregue um poço artesiano no fim de março. A estrutura passou a garantir mais um ponto de acesso à água, reduzindo os impactos da escassez enfrentada principalmente nos períodos de estiagem.
Segundo a presidente da associação comunitária local, Ingrith Atanásio Emilio, a conquista representa uma mudança importante para os moradores.
“A falta de água era um problema grave que tínhamos, mas que a comunidade sozinha não conseguia resolver, por conta do alto custo para perfurar um poço profundo. Agora, graças à parceria com a Suzano, conquistamos um poço de 180 metros de profundidade, com alta vazão de água limpa, capaz de atender toda a comunidade, tanto para o consumo quanto para a irrigação das lavouras”, afirma.
A iniciativa está alinhada às metas de longo prazo da companhia, que seguem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Entre os compromissos está a redução da pobreza em áreas rurais por meio de ações estruturantes.
De acordo com a analista de Relacionamento Social da Suzano na região, Gabriela Frinhani Nico, o acesso à água tem impacto direto na qualidade de vida e na geração de renda.
“Uma das metas da Suzano é tirar 200 mil pessoas da linha da pobreza até 2030, e oferecer acesso ilimitado a água limpa para o consumo das pessoas e animais, e para manutenção das plantações, é essencial para reduzir a pobreza em áreas rurais, pois impacta diretamente a saúde e a economia das comunidades, quebrando o ciclo de vulnerabilidade”, destaca.