Há quase 25 anos, um grupo de pais e amigos decidiu transformar a dor da incerteza em força coletiva. Foi assim que nasceu, em 2001, a Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (AMAES), hoje referência estadual na defesa de direitos e no atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desde então, a entidade tem sido uma ponte entre famílias atípicas e uma sociedade mais empática, informada e inclusiva.
Com sede em Vitória e unidades em Serra, Cariacica, Vila Velha, Viana e Aracruz, a AMAES realiza, em média, 7.500 atendimentos mensais, entre ações de saúde, educação e suporte psicossocial. Em 2024, foram mais de 89 mil atendimentos, resultado de uma atuação que vai além do acolhimento: envolve também a luta por políticas públicas e o fortalecimento de uma rede de apoio que transforma realidades.
“Quando uma família recebe o diagnóstico, o medo é imediato. Parece que o mundo muda de cor. Mas não é um fim, é um recomeço”, afirma Pollyana Paraguassú, presidente da AMAES e mãe de um jovem autista. “A AMAES existe para que nenhuma mãe ou pai se sinta sozinho, para que cada família tenha um lugar onde possa encontrar orientação, acolhimento e força para seguir em frente.”